Mergulho o pincel da ponta dos dedos
Na tinta sem cor do negro teclado
E atiro para todos os lados
Como se pintasse
Quadros
Abstratos impressionando quem os vê
Tentando decifrá-los a todo custo
Porém cada qual, como eu
Tem os ingressos
Limitados
A poucos olhos é permitido decifrá-los
Os mesmos que recebem convite
Exclusivo pra ver a galeria
Onde acessos são
Permitidos
E deixo assim transparecer minh’alma
Como em um museu de história
Para a visitante que é dona
Da minha melhor
Memória